Exposição – Centenário
A HISTÓRIA QUE DEUS ESCREVEU
Ao percorrermos a longa caminhada dos 100 anos de existência da Igreja Presbiteriana da Silva Jardim – das amoreiras do Capão às missões do novo milênio, uma verdade se impõe com força e ternura: Deus tem sido o mesmo. O mesmo Deus que inspirou o primeiro culto sob as árvores é aquele que, um século depois, ainda sustenta o cântico de um povo redimido. As gerações mudam, os rostos se alternam, os tempos se transformam, mas o Senhor permanece fiel, e a Sua graça continua escrevendo história em cada coração que se rende ao Evangelho.
A Igreja Presbiteriana da Silva Jardim nunca foi apenas um prédio, um endereço ou uma instituição. Ela é um povo, um povo que chora e canta, que constrói e recomeça, que cai e se levanta, porque pertence a Cristo. Cada pedra de seu templo aponta para a Pedra Angular. Cada geração que passa deixa o testemunho de que vale a pena servir, plantar e esperar no Senhor.
A Silva Jardim é, há cem anos, um testemunho vivo da fidelidade de Deus, que preserva seu povo, corrige seus caminhos e renova suas forças. Como bem disse o Rev. Luiz Carlos Vieira, “Quem na história não considera o passado, não tem rumo para o futuro.” E é esse passado, sustentado pela graça, que nos faz confessar com toda convicção: quem salva é só Jesus.
Ele é o autor e consumador da nossa fé, o fundamento da nossa história e a razão de toda a nossa esperança. Hoje, ao celebrarmos esta trajetória, não o fazemos com nostalgia, mas com esperança. Pois o mesmo Deus que nos trouxe até aqui continua a nos chamar adiante. As páginas seguintes ainda estão sendo escritas, e nelas brilhará o mesmo tema de todas as outras: a fidelidade de Deus e a graça de Cristo edificando o Seu povo até o dia em que o templo final, a Nova Jerusalém, descerá dos céus.
Assim, esta história é, e sempre será, um testemunho do Evangelho. Porque desde o Capão das Amoras até a Silva Jardim, e de geração em geração, tudo o que somos e temos pode ser dito em uma só confissão:
“O Senhor edificou esta casa, e a glória é toda Dele, porque quem salva é só Jesus.”
Introdução: uma história que o Senhor escreveu
A história da Igreja Presbiteriana da Silva Jardim é, antes de tudo, a história da fidelidade de Deus. Cada pedra, cada hino, cada lágrima e cada novo membro são testemunhas silenciosas de um enredo escrito pela mão soberana do Senhor. Geração após geração, Ele tem edificado aqui o Seu povo, moldando corações pela Palavra, sustentando famílias pela graça e conduzindo esta comunidade como um pastor guia seu rebanho pelas veredas da justiça.
Tudo começou antes que houvesse paredes ou bancos. No início do século XX, famílias de fé reformada, vindas de diferentes regiões e culturas, reuniam-se entre as amoreiras do Capão, unidas por um mesmo anseio: ver o Evangelho florescer entre os seus. Ali, sob a sombra das árvores, antes de qualquer estrutura visível, o Reino já crescia invisivelmente. As vozes simples que entoavam salmos tornaram-se o primeiro alicerce de uma igreja que nasceria do som da adoração.
Foi ali, entre o pó da terra e o perfume das amoreiras, que o Senhor começou a escrever uma história de graça. O Rev. Luiz Lens de Araújo Cézar, movido por um impulso divino, pregou seu primeiro sermão sob uma tina de lavar roupa virada, e daquele gesto singelo brotou uma congregação viva, firmada não em estruturas humanas, mas na Rocha eterna, Cristo Jesus. Desde então, tudo o que aconteceu, cada avanço e cada lágrima, ecoa uma só verdade, que se tornou o coração de nossa fé e o lema de nossa caminhada: Quem salva é só Jesus.
Hoje, ao olharmos para trás, reconhecemos que esta história não é sobre homens que fizeram, mas sobre o Deus que sustentou. Cada década foi uma página escrita com fé e esperança. E o que começou no capão das amoras floresceu em templos, famílias, ministérios e missões, sempre sob a mesma luz: a do Senhor que edifica o Seu povo, ontem, hoje e sempre.
DÉCADA DE 1930 – PRIMEIRO TEMPLO E CONSOLIDAÇÃO (1926–1939)
No mês de setembro de 1926, o reverendo Luiz Lens de Araújo Cézar, então pastor da Igreja Presbiteriana de Curitiba, regressava de uma visita pastoral ao senhor Basílio Silva, no bairro de Santa Quitéria, quando seus olhos foram tomados por um cenário que mudaria a história. Diante de um bosque repleto de amoreiras, ele sentiu em seu coração o impulso de estabelecer ali um ponto de pregação.
No domingo seguinte, compartilhou com a congregação o desejo que Deus havia colocado em seu coração. Após orarem, cerca de vinte irmãos se reuniram no templo central e seguiram de bonde até o local. Sob as árvores, começaram a cantar hinos, e as vozes atraíram os moradores, que curiosos, se aproximaram até formar uma multidão de cerca de cento e cinquenta pessoas.
Sem púlpito nem estrutura, o reverendo Cézar improvisou uma tina de lavar roupa virada como tribuna, e ali anunciou, com fervor, o evangelho de Cristo. Aquele primeiro sermão, simples e cheio de fé, marcou o nascimento do Capão das Amoras, nome que viria a identificar não apenas a região, mas uma comunidade moldada pela Palavra e pela graça.
Nos anos seguintes, mesmo sem templo, os cultos continuaram sob as amoreiras e nas casas de madeira da vizinhança. Havia frio, vento e chão de terra, mas também havia esperança e comunhão. A organista Florência Withers Rodbard, com seu órgão de pedal, conduzia os cânticos que aqueciam os corações dos fiéis, e o pequeno grupo, cerca de oitenta pessoas, permanecia firme, semana após semana. Antes de haver paredes, Deus já edificava o seu povo.
O crescimento espiritual levou à necessidade de um espaço próprio. Assim, em 1933, sob a liderança do engenheiro Celso Vianna, foi erguido o primeiro templo de madeira, um símbolo de perseverança e fé. O órgão de tubos, transportado de bonde até o bairro, tornou-se o som característico do novo templo, enchendo o ar com hinos de adoração e gratidão.
Entre os irmãos que participaram ativamente da vida da congregação estavam Florência Rodbard, Margarida Leão, Carolina Nordeiro, Julieta Vidal, Eloy Ricardo Nascimento, Djalma Maingué, Augusto Klopfeisch e Duílio Lobo, entre outros que, com simplicidade e fé, lançaram as bases de uma comunidade sólida.
A congregação foi servida por diversos pastores e auxiliares ao longo desse início, entre eles os reverendos Luiz L. A. Cézar, Alcides Nogueira, Parísio Cidade, Oswaldo Soeiro Emrich, Djalma Maingué, Richard Hill, Joel R. Cavalcanti e Elcias Alves de Mello.
Desde muito cedo, o Capão das Amoras revelou sua vocação missionária. Antes mesmo de ser organizada como igreja, a congregação já mantinha um ponto de pregação no bairro Campina do Siqueira, conduzido semanalmente pelos presbíteros que se revezavam no ensino e na proclamação da Palavra.
O Capão das Amoras deixava de ser apenas um nome no mapa de Curitiba para se tornar um marco de fé, um espaço onde a Palavra de Deus transformava vidas e onde o povo de Cristo, unido pela graça, aprendia que a verdadeira Igreja é edificada não por mãos humanas, mas pelo próprio Senhor, que habita entre os que o adoram com sinceridade.
DÉCADA DE 1940 – TEMPOS DE FÉ E EDUCAÇÃO (1940–1949)
A década de 1940 trouxe novos desafios e novas oportunidades. O mundo carregava as feridas da Segunda Guerra, mas, naquele pequeno bairro de Curitiba, a comunidade presbiteriana florescia como um jardim de graça em meio à tempestade.
A igreja se consolidava não apenas como um espaço de culto, mas como um centro de ensino e formação cristã. A Escola Dominical ganhava força, tornando-se o coração pedagógico da congregação. As lições bíblicas moldavam o caráter e a fé, formando homens e mulheres que viam no evangelho não apenas consolo espiritual, mas também direção para a vida. A Bíblia estava no centro da mesa das famílias, guiando conversas, decisões e sonhos.
Nesse período, a Família Tortato se destacou por sua fidelidade e zelo. O lar da sogra da irmã Zina Tortato, Maria Trevisan Tortato era conhecido por sua hospitalidade e pela constância na fé. Em suas palavras simples, ecoa a memória de uma época em que o evangelho era vivido com profundidade e contentamento: “A gente tinha pouco, mas tinha fé, e a igreja era nossa segunda casa”.
A fé daquela geração expressava a beleza da graça comum, que ilumina toda a existência humana. O trabalho, o estudo e a convivência eram vistos como dons de Deus, meios pelos quais o Senhor sustentava e educava o Seu povo. Assim, mesmo em tempos de incerteza, a comunidade aprendeu que a verdadeira espiritualidade não separa o sagrado do cotidiano, mas transforma o cotidiano em serviço santo.
A igreja no Capão das Amoras firmava suas raízes. E à medida que o evangelho formava mentes e corações, o que antes era apenas uma pequena congregação tornava-se uma escola viva da fé reformada, um povo moldado pela Palavra e pela graça que renova todas as coisas.
DÉCADA DE 1950 – TRANSIÇÃO E ORGANIZAÇÃO (1950–1959)
Os anos 1950 marcaram um tempo decisivo de transição e amadurecimento para a comunidade presbiteriana do Capão das Amoras. A geração pioneira, que erguera o primeiro templo com fé e sacrifício, começava a passar o bastão. Surgia uma nova fase, em que a fé simples e vibrante dos primeiros anos se transformava em uma estrutura eclesiástica sólida, com ministérios organizados, oficiais instituídos e vida comunitária mais estável.
Era uma comunidade entusiasta e viva. Em 26 de dezembro de 1955, movidos pelo desejo de servir e crescer, os irmãos solicitaram ao Conselho da Igreja de Curitiba a organização da União da Mocidade Presbiteriana (UMP) e da Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF) da Congregação do Capão das Amoras. Jovens e senhoras assinaram o pedido, expressando o vigor espiritual que marcava a vida da congregação. Esses grupos tornaram-se instrumentos fundamentais para a edificação da fé, o serviço mútuo e o cuidado espiritual da comunidade, sinais claros de que o Espírito Santo amadurecia a igreja na fidelidade do cotidiano.
Em 1958, a congregação recebeu oficialmente seu primeiro pastor ordenado, o Rev. Oswaldo Emrich, inaugurando uma nova etapa de estabilidade pastoral. Sob seu ministério, os cultos se fortaleceram, a pregação expositiva tornou-se regular e a formação doutrinária ganhou profundidade. O cuidado pastoral, antes conduzido por líderes leigos, agora florescia como um ministério ordenado, contínuo e comprometido com as Escrituras.
Nesse mesmo ano, após anos de caminhada fiel, veio a concretização do sonho: a organização oficial da Igreja. No Culto Solene Vespertino do dia 9 de agosto de 1958, o Presbitério de Curitiba instalou a Segunda Igreja Presbiteriana de Curitiba, arrolando 48 membros comungantes e 20 não comungantes. O templo se encheu de gratidão e lágrimas quando a congregação entoou o hino “Quem Salva é Só Jesus”, após a leitura do Salmo 100 e a oração de invocação feita pelo presbítero Ney Martins. Aquele culto foi mais do que um ato administrativo: foi a celebração de uma história de fidelidade que Deus vinha escrevendo há décadas.
Logo após a organização, no dia 14 de agosto de 1958, realizou-se a primeira reunião do Conselho, formado pelo Rev. Oswaldo Emrich (presidente), os presbíteros Augusto Klopffeisch, Antonio Dominoni e José Svoboda. Também foi constituída a primeira Junta Diaconal, presidida por Adir Cardoso, e, no mesmo mês, a igreja aprovou um orçamento missionário com verbas destinadas não apenas a missões nacionais, mas também a Portugal, revelando um coração missionário desde o seu nascimento institucional. Ainda nesse período, foram recebidos os primeiros membros por profissão de fé e batismo, entre eles Gentilde Fleming Pugslei, José Rocelin Cardoso, Renato Reginaldo Tortato e outros, consolidando a vida espiritual e o crescimento da nova igreja.
A década de 1950 foi, portanto, um tempo de organização, amadurecimento e fidelidade cotidiana. Enquanto o mundo se reconstruía após a Segunda Guerra Mundial, aquela pequena comunidade consolidava seus fundamentos espirituais e administrativos. A fé que havia começado em casas e madeiras simples ganhava agora corpo institucional e maturidade evangélica. E, em cada decisão, culto e serviço, ecoava a mesma verdade que marcou todo esse tempo:
Deus amadurece sua igreja através da fidelidade cotidiana.
DÉCADA DE 1960 – EDUCAÇÃO, ARTE E MISSÃO (1960–1969)
Os anos 1960 trouxeram um novo vigor cultural, educacional e missionário para a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim. Em meio ao crescimento urbano de Curitiba e às transformações culturais do Brasil, a igreja se destacou por unir fé reformada, educação cristã e expressão artística, mostrando que o Evangelho alcança tanto a mente quanto as mãos.
Sob o pastoreio do Rev. Ascetides Azevedo da Silva, e mais tarde com o ministério do Rev. Wesley Emmerich Werner e do Rev. Elcias Alves de Mello, o ensino cristão tornou-se uma das marcas do período. A liderança da igreja compreendia que formar discípulos de Cristo exigia também formar cidadãos, e que a educação era um instrumento do Reino.
Foi nesse espírito que, em 1961, nasceu o projeto da Escola Dona Florência, uma das iniciativas mais belas e frutíferas dessa década. Idealizada pela Associação Cristã Educacional, sob a liderança do presbítero Augusto Klopffeisch e do Rev. Ascetides Azevedo da Silva, o projeto reuniu um grupo dedicado de irmãos: José Svoboda, Mariano Cruzeiro, Marta Emília Kintzel, Renato Tortato, Rubens Kipffeisch e Otto Gastão Aust. No dia 12 de agosto de 1962, durante as festividades do aniversário da igreja, foi lançada a pedra fundamental da Escola Dona Florência, cuja construção foi sustentada por campanhas, ofertas e muito trabalho voluntário.
A partir de 1963, a escola começou a funcionar oferecendo Jardim de Infância, curso primário e artes industriais, tudo gratuitamente para a comunidade. Ali, crianças aprendiam a ler e escrever, mas também aprendiam a orar, cantar e servir. Muitos moradores do bairro foram beneficiados, e entre os que estudaram ali estava um menino que mais tarde se tornaria pastor, o Rev. Juarez Marcondes Filho, uma das bênçãos colhidas desse trabalho que uniu fé e ensino.
Nesse mesmo período, a igreja viveu mudanças pastorais. Em janeiro de 1964, o Rev. Wesley Emmerich Werner assumiu o pastorado, servindo até abril do mesmo ano, quando foi sucedido pelo Rev. Elcias Alves de Mello. Dois anos depois, em janeiro de 1966, o Rev. Ascetides reassumiu o pastoreio, conduzindo a igreja com sabedoria e zelo pastoral. Sob sua liderança, o trabalho missionário se expandiu, o ensino bíblico se aprofundou e a vida comunitária floresceu.
Entre os testemunhos desse tempo, destaca-se a memória da irmã Marly Pedroso, que recorda com emoção os dias simples e fervorosos dessa fase. “A igreja era como uma grande família. Cantávamos, aprendíamos e servíamos juntos. Cada culto parecia uma festa, e a escola era uma bênção para o bairro”, relembra ela. Sua voz expressa a alma de uma geração que via a fé não apenas no púlpito, mas nas salas de aula, nas oficinas e nos lares.
A década de 1960 foi, portanto, um tempo em que a igreja compreendeu que o Reino de Deus se expressa na educação, na beleza e na fidelidade no servir. Entre lições e martelos, livros e cânticos, Cristo era exaltado. E, em cada criança alfabetizada, em cada ofício aprendido e em cada gesto de amor, o Evangelho ganhava forma visível no coração da cidade.
DÉCADA DE 1970 – FIRMANDO AS BASES E AMPLIANDO A VISÃO (1970–1979)
Os anos 1970 foram marcados por transformações profundas no país, e também por amadurecimento na vida da Igreja Presbiteriana da Silva Jardim. Enquanto o Brasil vivia tempos de incerteza política e social, a igreja se fortalecia em sua missão, sustentada pela convicção de que quando a Palavra é central, a igreja floresce.
Em 6 de fevereiro de 1971, o Presbitério de Curitiba designou para o pastorado o Rev. Jonas Rufino da Silva, um servo de Deus dedicado e amoroso. Sua breve passagem pelo ministério foi marcada por zelo e firmeza na fé. No entanto, sua trajetória foi interrompida tragicamente em 16 de abril de 1975, em um acidente rodoviário. A perda foi sentida com dor e esperança: dor pela ausência do pastor querido, e esperança pela certeza da ressurreição em Cristo, que consola o Seu povo mesmo em meio à morte.
Após esse período de luto e reestruturação, o Rev. Oswaldo S. Emrich, que já havia servido à igreja em décadas anteriores, retornou para dar assistência pastoral. Seu ministério, entre 1975 e março de 1976, foi um tempo de cuidado, estabilidade e fortalecimento espiritual, preparando o caminho para uma nova etapa da comunidade.
Aqueles foram anos de profunda comunhão. A igreja, ainda reunida no antigo templo de madeira, era um espaço de acolhimento e fé viva. Muitos jovens e famílias encontraram ali um lar espiritual. Entre eles, estava a irmã Maria Helena Valim Kampa, que recorda com carinho: “Cheguei à igreja por volta de 1970, ainda na época do reverendo Jonas, um pastor muito amado, simples e singelo, que fazia da igreja um lugar abençoado, onde nós gostávamos de estar.” Seu testemunho ecoa o espírito daquela década: uma igreja que, mesmo pequena, formava corações e fortalecia vínculos de fé.
Essa nova fase veio com a chegada do jovem Rev. Alderi Souza de Matos, em 1976, então com apenas 23 anos, cuja influência espiritual e teológica marcaria profundamente a vida da igreja. Sob sua liderança, a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim viveu um tempo de revitalização bíblica e missionária. Ele relatou que “Os cultos eram concorridos, a Escola Dominical vibrante, e as sociedades internas trabalhavam com dedicação e alegria. O Conselho e a Junta Diaconal eram compostos por irmãos comprometidos, e o relacionamento pastoral florescia em amizade e fé.”
Durante o seu pastorado, encerraram-se as atividades evangelísticas no bairro de Santa Felicidade, e, com os recursos provenientes da venda daquela propriedade, a igreja adquiriu um novo imóvel, onde foi construído um templo para atender à Congregação do bairro Fazendinha, que viria a se tornar, anos depois, uma pujante igreja organizada. Paralelamente, mantiveram-se os trabalhos missionários na Congregação de Itaqui, em Campo Largo, demonstrando que o zelo evangelístico permanecia firme no DNA da igreja. O Rev. Alderi também estendeu seu ministério pastoral para as comunidades de Porto Amazonas e Guaraqueçaba, levando a Palavra a regiões distantes e reforçando o compromisso missionário da IPSJ.
Foram anos de consolidação, transição e visão. A igreja, agora mais estruturada, amadurecia em sua compreensão do Reino de Deus. Sob o ensino fiel da Palavra e a dedicação de líderes piedosos, a comunidade aprendia que Cristo edifica o Seu povo não apenas nos momentos de crescimento, mas também nos tempos de provação.
A década de 1970 foi, assim, um tempo em que a fé reformada se aprofundou, o ensino se fortaleceu e a visão missionária se ampliou. A igreja firmou suas bases espirituais, olhando para o futuro com gratidão e esperança, convicta de que o Senhor continuaria edificando a Sua casa, pedra sobre pedra, coração sobre coração.
DÉCADA DE 1980 – TRANSFORMAÇÃO E NOVA GERAÇÃO (1980–1989)
Os anos 1980 marcaram uma etapa de transição e amadurecimento na história da Igreja Presbiteriana da Silva Jardim. A década se iniciou sob o pastoreio do Rev. Alderi de Souza Matos. Sua liderança firme e afetuosa ajudou a consolidar uma igreja centrada nas Escrituras e fiel à graça de Deus. Foram tempos de comunhão intensa, ensino vigoroso e expansão missionária, em que as famílias se fortaleciam na fé e os jovens eram despertados para o serviço cristão.
A comunidade vivia uma fase de reconstrução, não apenas de estruturas físicas, mas também de corações e vínculos espirituais. O antigo templo de madeira continuava acolhendo os cultos cheios, e o prédio da Escola Dona Florência ainda ressoava com as vozes das crianças e professores que uniam fé e aprendizado. Em meio a esse cenário, a igreja se unia em torno do sonho de ver um novo tempo de crescimento e renovação, tanto na adoração quanto no testemunho público do Evangelho.
Ainda nos primeiros anos da década, o espírito missionário da Silva Jardim se manifestou de forma concreta: sob a liderança do Rev. Alderi, foi iniciada a plantação da Igreja Presbiteriana da Fazendinha, em 28 de dezembro de 1983, demonstrando que a fé da congregação não se limitava às paredes do templo, mas se expandia para alcançar novos bairros e novas famílias.
A igreja se tornava um lar espiritual para muitas famílias que encontravam ali acolhimento, ensino e comunhão. Entre essas famílias, o casal Sueli e Presbítero Edemilson Gonçalves é lembrado com carinho por representar a alegria e a dedicação de uma geração inteira. Eles chegaram à Silva Jardim em 1980, recém-casados, e logo foram abraçados pela comunidade.
O casal se envolveu intensamente com o ministério infantil, os adolescentes e os casais, dedicando anos ao cuidado e à formação espiritual de novas gerações. “Trabalhar com os adolescentes foi um tempo maravilhoso”, relembra Sueli, “tínhamos cerca de sessenta jovens participando dos encontros e acampamentos.” Edemilson acrescenta: “Tivemos a alegria de iniciar o trabalho com as crianças e de ver, ao longo do tempo, o fruto de cada esforço no Reino do Senhor.”
A década de 1980 foi marcada exatamente por isso: a fé vivida no serviço, a comunhão expressa no cuidado e a esperança que se renova em cada geração. O coração da igreja pulsava em gratidão e perseverança, sustentado pela convicção de que Deus conduz sua obra, mesmo entre as mudanças do tempo.
Em 1986, a igreja recebeu o Rev. Antônio Thomaz da Costa, pastor de espírito missionário e olhar sensível à comunidade. Seu ministério conduziu a congregação a um novo tempo de expansão e engajamento social. Sob sua liderança, a igreja fortaleceu a educação cristã, apoiou novas frentes evangelísticas e intensificou o serviço ao próximo. Ele lembrava constantemente que “a fidelidade ao Evangelho se manifesta tanto no culto quanto na compaixão, tanto na pregação quanto no serviço”.
A ênfase espiritual dessa década estava viva em cada gesto e cada projeto: a fidelidade de uma geração é o legado da próxima. O que se construiu naqueles anos foi mais do que paredes e estruturas, foi uma comunidade que aprendeu a permanecer firme na Palavra e aberta à missão, confiando que o mesmo Deus que guiou seus pais continuaria a sustentar seus filhos.
DÉCADA DE 1990 – TEMPO DE EXPANSÃO E MISSIONARIEDADE (1990–1999)
A década de 1990 marcou profundamente a trajetória da Igreja Presbiteriana da Silva Jardim. Foram anos de expansão missionária e intensa luta, em que a fidelidade de Deus se mostrou soberana em meio à alegria e às tensões. Sob o pastoreio do Rev. Alvehy Martins Banks Leite, seguido pelo evangelista Francisco Creti Neto, pelo Rev. Vaelson Pedroso e pelo Rev. Alexandre Neubert da Silva, a igreja avançou entre pedras e promessas, firmando sua identidade como comunidade viva e perseverante.
O velho templo de madeira, tão amado e repleto de memórias, já não suportava o tempo. As paredes carcomidas por cupins e o piso tomado pela umidade entristeciam os membros, e até o então prefeito de Curitiba, Rafael Greca, reconheceu a urgência de um novo templo. Diante disso, o Conselho, movido por fé e visão, decidiu erguer uma nova casa de adoração, símbolo da continuidade da obra de Deus entre gerações.
O arquiteto Léo Linzmayer, membro da igreja, elaborou gratuitamente o projeto. A comissão de obras, formada pelos presbíteros Rogério Donato Kampa, José Kluthkovski, Jaime Aguiar Costa e o diácono Renato Tortato, assumiu a liderança do empreendimento. As obras começaram com poucos recursos, mas com abundante comunhão. O presbítero José Kluthkovski recorda: “trabalhei dois anos na construção, buscando materiais, resolvendo problemas com construtores. Foi duro, mas foi aqui que reencontrei a alegria de servir a Deus”.
A SAF manteve-se incansável, promovendo jantares, bazares e campanhas para apoiar o projeto. Mais do que angariar recursos, suas líderes, como Maria Helena Valim Kampa, fizeram da sociedade um instrumento de evangelização, levando o evangelho às casas e aos corações. “Reuniões nas casas das sócias não eram apenas encontros sociais, mas oportunidades para que vizinhos ouvissem sobre Cristo”, lembra Maria Helena. O primeiro recurso para a construção do novo templo veio justamente de um jantar organizado pela SAF, no antigo salão da igreja, um gesto de fé que uniu espiritualidade e serviço.
Enquanto isso, o velho templo de madeira foi cuidadosamente desmontado e transferido para o Bosque do Alemão, preservando uma parte viva da história da fé presbiteriana em Curitiba.
Esse novo tempo também se expressou em ministérios criativos e acolhedores: o programa diário de rádio conduzido por Maria Helena, o jornal evangelístico distribuído no bairro, e o Ministério Restauração, liderado por ela e pelo presbítero Rogério Kampa, que acompanhava pessoas feridas por separações e recomeços. A IPSJ não se limitava às paredes do templo, mas irradiava a Palavra em serviço e compaixão.
Contudo, os desafios foram muitos. As constantes mudanças pastorais trouxeram instabilidade e cansaço. A comunhão foi abalada, e o desânimo rondou o coração de alguns. Ainda assim, a fidelidade do Senhor prevaleceu. Como lembra a irmã Célia Ribas Lima, “nossa igreja é semeadora; plantou muitas igrejas e, mesmo em lutas, o Senhor nos manteve firmes”. E, nas palavras de Maria Helena, “quando há problemas na igreja, não é hora de sair correndo, mas de colocar o joelho em terra e clamar ao Senhor”.
Mesmo ferida, a igreja continuou a frutificar. Em 1994, iniciou-se a plantação da Igreja Presbiteriana Boa Vista; e em 1999, foi adquirido o terreno da futura Igreja Presbiteriana Betel, no Cotolengo. Em meio a incertezas, o Espírito ainda soprava, levando a Silva Jardim a plantar novas comunidades quando suas próprias forças pareciam esgotadas.
A década terminou com a inauguração do novo templo, em 1998, símbolo de uma vitória forjada em lágrimas e fé. Ali, a IPSJ aprendeu que “a igreja que envia é a igreja que vive”, e que viver é, muitas vezes, continuar crendo quando tudo parece ruir.
Foi uma década dura, mas fecunda. Entre dores e reconstruções, a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim descobriu que o verdadeiro templo de Deus é feito de pedras vivas, irmãos e irmãs que, pela graça, perseveraram para a glória de Cristo.
DÉCADA DE 2000 – RENOVAÇÃO, FRUTOS E EXPANSÃO (2000–2009)
O novo milênio amanheceu sobre a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim como um tempo de recomeço. Atrás ficavam os anos de reconstrução e lutas; diante dela, um chamado para frutificar novamente. A congregação entrava nos anos 2000 carregando cicatrizes, mas também uma profunda esperança: a de que o mesmo Deus que sustentou seus pais continuaria edificando sua casa.
Em 2001, o Rev. José Barros Filho assumiu o pastorado, encontrando uma igreja sedenta de cuidado e direção espiritual. Seu ministério foi marcado por vigor missionário e clara convicção bíblica. “Cheguei aqui no primeiro dia desse século”, recorda ele, “e encontrei uma igreja com o coração pronto para servir”. Sob sua liderança e com o engajamento fiel do Conselho, diáconos e membros, a Silva Jardim tornou-se um celeiro missionário.
Ainda nos primeiros anos da década, o antigo sonho de ampliar a estrutura física da igreja tornou-se realidade. Foram construídos o prédio de educação cristã Dna. Florência Rodbard e o salão social com seus anexos, completando o projeto arquitetônico que simbolizava a estabilidade e a maturidade de uma comunidade firmada na Palavra de Deus.
Entre tantas iniciativas, floresceu também o Projeto Jônatas, idealizado pelo presbítero Rogério Kampa e outros irmãos. O projeto nasceu com o desejo de aproximar a vizinhança da igreja por meio do voluntariado e da educação. Aos sábados, as salas da Silva Jardim se enchiam de vida: aulas gratuitas de português, matemática, inglês, música e até grego eram oferecidas à comunidade. Mais tarde, a ação se estendeu também à Congregação Betel, alcançando crianças, jovens e adultos com ensino, amizade e evangelho. Foi uma expressão concreta da fé reformada em ação, demonstrando que discipulado também se faz com cadernos abertos e corações dispostos.
Mas essa estabilidade não significou estagnação. Entre 2001 e 2004, a igreja viveu um dos períodos mais férteis de sua história recente. Foram plantadas seis novas igrejas: IPB Shalom (organizada em 8 de junho de 2002), IPB Filadélfia, IPB Tamandaré, IPB Campo Magro e IPB Icaraí. Cada uma delas nasceu da oração e do sacrifício de irmãos que acreditavam que o evangelho devia ir aonde ainda não havia ecoado.
Essas plantações não foram apenas projetos, foram gestos de fé. Em cultos simples, muitas vezes realizados em salões improvisados, irmãos cantavam, oravam e sonhavam com o que Deus ainda faria. Havia o entusiasmo dos que partiam e o zelo dos que ficavam, sustentando financeiramente e espiritualmente cada nova frente missionária. Era um tempo de vida efervescente, em que a Silva Jardim se reconhecia como mãe, chamada a gerar e enviar.
Em meio a esse fervor, a IP Betel foi emancipada, e novos terrenos foram adquiridos, preparando espaço para a ampliação e o futuro crescimento da igreja. O sentimento predominante era de gratidão: cada nova construção, cada nova congregação, cada novo líder representava a continuidade da fidelidade de Deus na história da Silva Jardim.
Mas nem todos os dias foram de festa. As transições pastorais seguintes trouxeram desafios. O breve ministério do Rev. Mário Henrique Freitas foi sucedido por um período desafiador sob o Rev. Antônio José do Nascimento Filho, quando feridas internas e desencontros ministeriais abalaram a comunhão e a confiança da igreja. Foram dias em que a comunidade aprendeu que a unidade não se mantém sem oração, humildade e graça. Contudo, mesmo em meio à dor e ao desgaste, o Senhor permaneceu fiel, preservando o coração de seu povo e impedindo que a chama da missão se apagasse.
Os irmãos se uniram novamente em oração e serviço, reafirmando que a Igreja pertence a Cristo, e não a homens. Presbíteros, diáconos e líderes leigos mantiveram viva a chama do evangelho. Ministérios continuaram, cultos seguiram cheios de cânticos e lágrimas, e a comunhão, pouco a pouco, foi sendo restaurada. O amor pela Palavra sustentava o que as forças humanas não conseguiam manter.
A década terminou com gratidão. As igrejas plantadas haviam florescido, e a Silva Jardim, mesmo cansada, permanecia firme. O testemunho daqueles anos ecoa a mesma verdade que atravessa toda sua história: a fidelidade de Deus é maior que as falhas dos homens. O Senhor, que disciplina e renova, também restaura e envia. Assim, entre lutas e frutos, a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim entrou no novo século lembrando que toda frutificação verdadeira nasce da perseverança e que toda perseverança é fruto da graça.
DÉCADA DE 2010 – DESAFIOS, CONSOLIDAÇÃO E FIDELIDADE (2010–2019)
A segunda década do século XXI trouxe consigo tempos de provação e também de consolidação. A Igreja Presbiteriana da Silva Jardim entrou nos anos 2010 cercada de desafios, mas sustentada pela fidelidade do Deus que nunca abandona a sua obra.
Em 2011, o Rev. Alvehy Banks Leite retornou ao pastorado, e a igreja viveu um período de intensas mudanças e ajustes internos. Foi um tempo de busca, de tensões e de redefinições espirituais, em que a comunidade precisou voltar os olhos para o Senhor e confiar novamente na direção do Espírito. Mesmo entre as incertezas, Deus preservou a comunhão essencial do seu povo e manteve acesa a esperança.
Pouco depois, o retorno do Rev. José Barros Filho trouxe estabilidade e paz ao coração da igreja. Seu ministério, breve, mas marcante, foi um bálsamo de cuidado pastoral e reconciliação. Ele pastoreou uma congregação ferida, apontando novamente para o centro da vida cristã: Cristo e sua Palavra. A presença do Rev. Barros lembrou à comunidade que a fidelidade de Deus é o solo onde a igreja persevera, mesmo quando seus próprios passos vacilam.
Em 2013, a chegada do Rev. Wellington Augusto Vasconcelos Silva abriu um novo capítulo. Seu ministério foi um tempo de empenho e vitalidade, mas também de grandes desafios. A igreja enfrentou tensões internas, desencontros e provações que testaram sua fé e sua unidade. Foram anos difíceis, em que a graça de Deus se revelou mais como sustento do que como colheita, um período em que a IPSJ aprendeu que o cuidado do Senhor não se ausenta, mesmo quando os ventos sopram contrários.
Ainda assim, o Senhor manteve sua mão sobre a Silva Jardim. Ministérios continuaram, famílias permaneceram firmes e a chama missionária não se apagou. Nomes como Célia Ribas Lima, João Rocha, Marcolina, entre tantos outros, testemunham que, mesmo em meio às mudanças, a igreja continuou sendo lar, abrigo e comunidade de fé.
Assim se encerrou a década de 2010: com cicatrizes, mas também com maturidade; com desafios, mas sustentada pela fidelidade de Deus. E foi essa fidelidade, paciente e constante, que preparou a Silva Jardim para um novo tempo de reconstrução e esperança na década seguinte.
DÉCADA DE 2020 – NOVOS TEMPOS, MESMA GRAÇA (2020–2026)
A chegada do Reverendo Levy Correa Oliveira, em 2016, marcou o início de uma nova estação na história da Igreja Presbiteriana da Silva Jardim. Depois de anos desafiadores, a igreja reencontrou estabilidade e direção. Sob sua liderança pastoral, a IPSJ passou a respirar novamente o Evangelho em sua essência: Cristo no centro, a Palavra como fundamento e a missão como vocação.
O início de seu ministério foi dedicado à reorganização pastoral e missionária da igreja. Ainda em 2017, os então licenciados Renato Outeiro e João Acir foram enviados para servir em frentes missionárias, dando continuidade ao histórico compromisso da Silva Jardim com a plantação de igrejas. Pouco depois, em 2018, ambos foram ordenados ao ministério, e a IPSJ celebrou 60 anos de organização, reafirmando sua vocação de formar e enviar obreiros para o Reino.
Os anos seguintes foram marcados por novos frutos e renovações. Em 2019, o Rev. Renato Outeiro retornou à equipe pastoral, fortalecendo o trabalho com a juventude, enquanto o obreiro Jacson Ferreira deu continuidade à revitalização da IP Betel, posteriormente reorganizada como igreja. No mesmo ano, a IP Almirante Tamandaré foi organizada, e teve início um curso de formação de oficiais, demonstrando o zelo da igreja por líderes maduros e piedosos.
Então veio o inesperado: a pandemia de 2020. O isolamento físico e o medo global testaram profundamente a comunhão e a fé da igreja. Ainda assim, a IPSJ reagiu com prontidão e fé. Foi uma das primeiras igrejas de Curitiba a realizar cultos e aulas online, mantendo o ensino, a adoração e o discipulado em movimento. A graça de Deus se revelou justamente na distância, unindo corações que não podiam se tocar. Nesse tempo de provação, a igreja aprendeu que “de geração em geração, o Senhor edifica o seu povo”, não por estruturas, mas pela fidelidade de Sua presença.
A partir de 2021, novos vocacionados foram levantados e enviados ao seminário, como Marcos Júnior e o diácono Diego Balbueno, reafirmando o DNA formador da Silva Jardim. Em 2023, a igreja celebrou uma colheita abundante: o Rev. Ricardo Morais foi destacado para a plantação da IP São Brás; a IP Betel foi reorganizada; o seminarista Jacson foi ordenado; e a IP Piraquara iniciou sua plantação. Nesse mesmo ano, o templo passou por uma bela revitalização, sinal visível da fidelidade invisível de Deus, cada parede e cada cadeira testemunhando orações respondidas e gerações que plantaram com lágrimas para que outras colhessem com alegria.
Em 2024, a Igreja consolidou um de seus marcos mais significativos: a implantação do Ministério de Discipulado, em parceria com a APECOM e o movimento Life on Life, aprofundando o chamado de formar discípulos de Cristo no cotidiano da vida. Nesse mesmo ano, após vinte e cinco anos, a congregação elegeu seu pastor titular, o Rev. Levy C. Oliveira, agora por um novo mandato de cinco anos, um gesto de confiança e continuidade, que expressa a convicção de que o cuidado do Senhor permanece firme sobre esta comunidade.
Deus também tem levantado vocações no seio da própria igreja, confirmando que a seara é d’Ele e que os trabalhadores são resposta às orações de Seu povo. O então seminarista Diego Balbueno, outrora diácono e filho desta casa, passou a integrar a equipe pastoral, sendo posteriormente licenciado em 2025. Da mesma forma, o jovem Silas Stempcoski foi encaminhado ao seminário e recebido pelo Presbitério como candidato ao Sagrado Ministério, testemunhando que o Senhor continua chamando, formando e enviando servos a partir desta comunidade que vive o evangelho com fidelidade e alegria.
Hoje, já nos preparativos para o centenário em 2026, a IPSJ se reconhece como uma igreja madura, reformada e missional. Em parceria com igrejas e autarquias da IPB, participa ativamente da plantação de novas igrejas, como IP São Brás, IP Campina Grande do Sul, IP Piraquara e IP Olaria. Cada uma delas é fruto do compromisso com a Filosofia Bíblica de Ministério que guia a igreja: adorar a Deus, viver em comunhão, formar discípulos, servir ao próximo e proclamar que “Quem Salva é Só Jesus”.
A IPSJ segue sendo, em pleno século XXI, uma comunidade firmada na Palavra e movida pelo Espírito, que adora com alegria, forma com zelo e serve com amor. Sua história é o testemunho vivo de que os tempos mudam, mas a graça permanece, e de geração em geração, o Senhor continua edificando o seu povo.




















































































































































































































